
as casas da Rocinha na encosta, sob um céu cinza

vista da curva do s

vibe da rocinha, 2024 — foto dos jovens da residência

o céu

vibe da rocinha, 2024 — foto dos jovens da residência

rua 4

uma criança de bicicleta na frente de um mural onde ROCINHA está escrito em Libras
vibe da rocinharealidade daqui
Treze jovens, uma residência, três ferramentas — a fotografia, o mapa, a entrevista — e uma primeira exposição nos becos da Rocinha.
uma primeira residência
Em 2024, a mOst realizou sua primeira residência na Rocinha, com a REF Rocinha. Treze jovens aprenderam a enquadrar, a caminhar com uma câmera, a desenhar o mapa da sua comunidade e a entrevistar os vizinhos.
No fim, cada um escolheu suas fotos, deu a elas um título e uma frase, e o grupo mostrou as imagens onde elas tinham sido feitas: na rua.

REF Rocinha
Parceira da residência de 2024 na Rocinha.
Alan, Bernardo, Eloah, Ester, Gabriel, Giovanna, Guilherme, Guilherme Silva, João, Laila, Larissa, Léo e Maria Alice
realidade daqui
Rocinha é a maior favela da América Latina. Aqui tem muita cultura e diversidade. Aqui é bem fácil encontrar oportunidades como esportes, estudos, línguas estrangeiras. A Rocinha tem muitas religiões: católica, axé, protestantes e ateus.
Na Rocinha tem muitos restaurantes e, agora que tem mais gringos, os preços aumentaram. Subiram muito. Tem shopping, supermercados, tem escolhas, tem muitas casas, tem academias, tem lugares para fazer esporte, tem bastante natureza. Aqui não se paga o hospital. Tem praia perto da Rocinha.
Gostamos de subir a Rocinha de moto, gostamos do complexo esportivo e da comida bem gostosa que tem na Rocinha. Gostamos do ambiente daqui. Não gostamos do tráfico, das operações da polícia e do trânsito. Se pudéssemos mudar algo, mudaríamos as casas, as escadas, menos festa para podermos dormir, mudaríamos a falta de água e os problemas do lixo.
vibe da rocinha, 2024

o que a gente gosta
subir de moto, o complexo esportivo, a comida gostosa, a praia pertinho, o ambiente daqui
o que a gente não gosta
o tráfico, as operações da polícia, o trânsito
o que a gente mudaria
as casas, as escadas, a falta de água, o lixo — e um pouco menos de festa, para dormir
a comunidade, em dezoito fotos
Cada foto leva o título que seu autor ou autora deu, e a frase que diz por que ela foi escolhida.
Essa foto me traz uma calmaria inexplicável e uma nostalgia da época da minha mãe.

Foto da favela com várias casas. Eu escolhi essa foto porque é bonita.

Um menino andando de bicicleta. A foto é legal.
Aqui é uma quadra de tênis. Vemos um homem, jogador de tênis. Tá parado para o fotógrafo. Escolhi essa foto porque me interessa muito esse esporte.
portão vermelho
O Portão Vermelho: o complexo esportivo onde todo mundo se encontra, pequenos e grandes.
Lugar onde crianças e adultos vão praticar seus esportes. Escolhi essa foto porque meus amigos se encontram lá e se divertem.



É uma bandeira do Flamengo, um clube de futebol do Rio de Janeiro. Isso é na entrada do Portão Vermelho. Sou flamenguista!

São meus amigos que fazem jiu-jítsu no Portão Vermelho. Escolhi porque é amizade.
É um edifício colorido. Podemos ver antenas parabólicas. Gosto das cores.

É um parque antigo. Escolhi essa foto porque é nosso parque, onde jogamos e onde gosto de andar com muitos amigos.

Um prédio branco e alto. Escolhi essa foto porque é perto da minha casa.
Lugar onde se encontram muitas cobras e sapos.

É um bar bem conhecido da comunidade local. Sempre cheio, e sempre há um assunto em dia.

Sorveteria Açaí da Reina.
Essa paisagem é muito bonita. Gosto das nuvens.

Nessa foto a gente tá jogando dominó entre amigos.

Pessoas observando a paisagem. Eu escolhi essa foto porque as duas pessoas da foto são meus amigos.
esporte é importante
Futebol no Brasil. A seleção brasileira tem 5 mundiais. Grandes craques como Ronaldo, Pelé, Neymar.
mapas, caminhadas, entrevistas
Antes de fotografar, a gente desenha. Cada um traça a sua Rocinha numa folha grande: a casa, a escola, o Portão Vermelho, as escadas de todo dia, os lugares que se evita. Os mapas são comparados e discutidos; depois orientam as caminhadas.
Câmera na mão, o grupo sai. Fotografa, para, entrevista os vizinhos para as entrevistas sonoras. Na volta, as fotos impressas são espalhadas na mesa e a gente escolhe.
a completar : as entrevistas sonoras da residência serão acrescentadas aqui.
realidade daqui, na rua
Os cartazes foram colados nos muros da Rocinha, nos becos da comunidade. Os autores posam na frente das suas imagens; os vizinhos param para ler.


no bar, debaixo dos cartazes





ROCINHA, escrito em Libras num muro da comunidade.
ficha do projeto
- datas
- 2024
- lugar
- Rocinha, Rio de Janeiro — Portão Vermelho, Rua 4, Curva do S e os becos do bairro
- com
- REF Rocinha
- autoria
- treze jovens da Rocinha
- linguagens
- fotografia, cartografia afetiva, entrevistas sonoras
- exposição
- lambe-lambes colados nos becos da Rocinha, 2024
Fotografias, títulos, legendas, mapas e entrevistas: Alan, Bernardo, Eloah, Ester, Gabriel, Giovanna, Guilherme, Guilherme Silva, João, Laila, Larissa, Léo e Maria Alice.
A equipe da mOst também fotografa com os jovens, nas oficinas, nos encontros e nas colagens: essas imagens fazem parte do processo de cocriação.
Residência, oficinas e exposição: mOst — mon œil sur terre, com a REF Rocinha, 2024.






















































































